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18/05/12
Multas
Venho protestar o número exagerado de multas de trânsito que tenho sofrido e testemunhado de amigos e parentes nos últimos meses, principalmente em função da redução da velocidade na região central da cidade de 50 para 40 Km/h.Recebi três multas todas com velocidade entre 50 e 60 km/h. Para esta situação o que resta é acostumar com a nova realidade para não ficar sem habilitação, contudo achei exagerada a nova autuação (numero 476209, aplicada por estar estacionado o veículo em vaga de deficiente físico sem o “Cartão de uso obrigatório em local visível” - redação do agente de trânsito 6311-8).
Ocorre que o veículo tem fixado em seu para brisas, o adesivo indicando o uso por pessoa portadora de necessidades especiais. Minha esposa sofreu um acidente vascular encefálico e tem severas limitações de movimento, e estava sendo atendida nas proximidades do local do estacionamento (posso provar através de laudos o seu estado de saúde) sendo a única vaga possível de ser usada a reservada a pessoas nesta situação.
Se a lei obriga o uso de cartão, mesmo para pessoas que não estão definitivamente com mobilidade reduzida (como tenho absoluta certeza de que ocorrera com minha esposa), então a multa foi justa, mas imoral, descabida, insensível, e com único objetivo de arrecadar.
Conclamo a todos os condutores de veículos a refletirem se consideram justa a forma como o trânsito esta sendo tratado em nossa cidade, se esta sendo bem gerido, se há respeito pelos cidadãos, se não há exageros por parte do poder público, e após reflexão que se dê a resposta adequada no momento devido a quem de direito.
José Maria Lopes Neto por email, São Sebastião
Brasil Tiririca
Um dos maiores problemas desse Brasil Tiririca é a impunidade que campeia entre os “endinheirados” e poderosos, pois em relação aos pobres e desprotegidos pelos “podres poderes”, é tudo na base do “pau pra comer sabão e pau pra saber que sabão não se come”.
Um bom exemplo está nesse contido sórdido episódio envolvendo o tal de Carlinhos Cachoeira, um corruptor eclético, do tipo “doador universal”, acostumado a “comprar” parlamentares e gestores públicos independente de coloração partidária e/ou concepções ideológicas, sobre o qual só agora começaram a serem descobertas falcatruas que estava à vista de qualquer fiscalização minimamente competente e/ou bem intencionada.
Ainda ontem, durante entrevista para o jornal televisivo de maior circulação no país, um dos senadores participantes da tal CPMI do Cachoeira declarou que em um desses anos anteriores a Declaração de Imposto de Renda do acusado trazia um rendimento anual de X, enquanto que seus gastos, só no item cartões de créditos, chegavam a valores 20 vezes acima daquele ridículo X que havia declarado como rendimentos.
Se com um absurdo desses em mãos, os órgãos especializados em política fiscal não foram capazes de “desconfiar” que havia alguma coisa errada na “vida financeira” do tal Carlinhos Cachoeira, torna-se pertinente imaginar que, ou esses órgãos só servem para fiscalizar assalariados, ou o “bicheiro goiano” contou com uma extrema dose de “boa vontade” por parte dos que, ao longo dos últimos anos, foram encarregados de analisar suas documentações fiscais. Se tiver de fazer uma escolha entre as alternativas, sem vacilar, fico com as duas.
Júlio Ferreira por email, Recife/PE
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